EHPC
Equipe Hospital Pró-Cardíaco - Equipe Hospital Pró-Cardíaco Atualizado em 22/09/2026

Cardiologia

7 minutos de leitura

Sintomas de fibrilação atrial: quando esses sinais são preocupantes

Sente o coração acelerado, falta de ar e cansaço sem motivo? Conheça os sintomas de fibrilação atrial e entenda como prevenir riscos como o AVC.
Resumo
  • A fibrilação atrial causa palpitações, falta de ar e cansaço súbito.
  • Pessoas hipertensas e idosos apresentam maior risco de desenvolver a condição.
  • As crises podem ser passageiras ou se tornarem persistentes com o tempo.
  • Alguns pacientes não apresentam sinais visíveis da arritmia.
  • O descontrole do ritmo cardíaco eleva o risco de formação de coágulos e de AVC.

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google

Saiba como identificar as palpitações e a falta de ar que sinalizam o descompasso do coração.

Começa assim: você está descansando no sofá, assistindo à televisão, e de repente sente o coração bater descompassado, como uma batedeira no peito. O fôlego some, mesmo sem ter feito nenhum esforço físico, e um cansaço intenso toma conta do corpo. Para quem tem pressão alta ou já passou dos 60 anos, esse cenário gera apreensão imediata e levanta dúvidas sobre a saúde cardiovascular. Esses episódios sinalizam que o ritmo do coração perdeu a sincronia.

A percepção dessas falhas nos batimentos cardíacos é o primeiro passo para buscar diagnóstico. Identificar os sintomas de fibrilação atrial precocemente permite o controle da arritmia e a prevenção de complicações graves. O acompanhamento médico cardiológico adequado garante a manutenção da qualidade de vida e a proteção vascular.

O Hospital Pró-Cardíaco conta com neurologistas capacitados para oferecer atendimento médico adequado, desde a avaliação inicial até o acompanhamento necessário para cada paciente.

Ele está localizado na rua General Polidoro, 192, no bairro Botafogo, no Rio de Janeiro

O que é a fibrilação atrial e como ela afeta o ritmo do coração

A fibrilação atrial é o tipo mais comum de arritmia cardíaca mantida na prática clínica. Ela ocorre quando os átrios, as câmaras superiores do coração, perdem a capacidade de contrair de forma rítmica. Em vez de bombear o sangue de maneira coordenada, essas estruturas passam a tremular, ou fibrilar. Essa desorganização elétrica faz com que o fluxo sanguíneo perca eficiência dentro do músculo cardíaco.

Como consequência dessa falha elétrica, os ventrículos passam a bater de forma rápida e irregular. O coração gasta mais energia para manter o corpo oxigenado, o que explica a sensação de desgaste físico imediato. 

Estudos (2018) estimam que a fibrilação atrial é uma das doenças mais comuns em pacientes idosos. Cerca de 0,3% das pessoas entre os 40 podem desenvolver o quadro. Na faixa etária de 60 a 80 anos, acredita-se que pelo menos de 5% a 9% possam relatar esse tipo de arritmia cardíaca. Já a partir dos 80 anos, esse número pode chegar a aproximadamente 10% da população.

Quais são os principais sintomas de fibrilação atrial

A manifestação da doença varia conforme a sensibilidade de cada indivíduo e a frequência dos batimentos no momento da crise. Pessoas com histórico de doenças cardiovasculares tendem a sentir os reflexos de forma mais intensa. Os sinais indicam que a oxigenação do organismo está comprometida pelo descompasso cardíaco.

Observe os sintomas mais frequentes relatados nos consultórios:

  • palpitações: sensação de batimentos acelerados, irregulares ou solavancos fortes no peito;
  • falta de ar: dificuldade para respirar, que surge em repouso ou durante atividades rotineiras;
  • fadiga extrema: cansaço desproporcional que aparece de maneira repentina;
  • tonturas: sensação de vertigem, instabilidade ou impressão de desmaio iminente;
  • desconforto torácico: pressão leve ou peso na região do peito.

A presença de dois ou mais desses sinais exige avaliação médica. O diagnóstico clínico rápido diferencia a fibrilação atrial de outras condições, como crises de ansiedade ou outras taquicardias menos severas.

Por que a tontura e a falta de ar acontecem sem esforço

Muitas pessoas estranham o fato de a falta de ar e o cansaço surgirem enquanto estão sentadas ou deitadas. Isso acontece porque o coração em fibrilação não consegue encher e esvaziar suas câmaras com o volume adequado de sangue. O cérebro e os pulmões percebem rapidamente a queda na entrega de oxigênio e nutrientes.

A tontura reflete a diminuição momentânea do fluxo sanguíneo cerebral. Já a falta de ar demonstra o acúmulo de pressão nos vasos pulmonares e a tentativa do corpo de compensar a oxigenação deficiente. Em indivíduos hipertensos, esse estresse mecânico sobrecarrega ainda mais o músculo cardíaco, tornando os sintomas mais evidentes e desconfortáveis.

Agendar Consulta

Como identificar uma crise que vai e volta

Nem toda fibrilação atrial mantém o coração acelerado o tempo todo. Existe uma apresentação clínica chamada fibrilação atrial paroxística. Nesse quadro, os sintomas de palpitação e cansaço começam subitamente e desaparecem sozinhos, sem intervenção médica. As crises duram desde alguns minutos até poucos dias.

O perigo do quadro paroxístico reside na falsa sensação de segurança. Como a batedeira no peito melhora por conta própria, muitas pessoas adiam a ida ao médico. No entanto, o risco de complicações se mantém igual ao da forma permanente da doença. Registrar a duração dos sintomas e a frequência com que ocorrem ajuda o especialista da Rede Américas a determinar a melhor estratégia de controle.

Quando esses episódios de palpitações e batimentos acelerados não são controlados, eles tendem a se agravar com o tempo. Essa evolução eleva processos inflamatórios no organismo, criando um ambiente propício para a formação de coágulos e derrames cerebrais.

A arritmia pode acontecer sem apresentar sinais visíveis

Uma parcela significativa dos pacientes convive com a condição de forma totalmente assintomática. Nesses casos silenciosos, o coração bate de forma desorganizada, mas o corpo se adapta sem gerar tonturas, dores ou falta de ar. O diagnóstico costuma ocorrer por acaso, durante exames de rotina ou pré-operatórios.

A ausência de sintomas não reduz a gravidade da doença. A arritmia silenciosa carrega os mesmos riscos cardiovasculares que a versão sintomática. Por esse motivo, idosos e pessoas com pressão alta devem realizar o mapeamento cardiológico periódico, garantindo que alterações elétricas sejam detectadas mesmo quando o corpo não emite sinais de alerta.

Qual é a relação entre a arritmia não controlada e o AVC

A complicação mais temida da fibrilação atrial é a formação de coágulos sanguíneos (trombos). Como os átrios não contraem direito, o sangue fica estagnado dentro dessas cavidades. Esse represamento facilita a coagulação inadequada do sangue. Se um coágulo se soltar, ele viaja pela corrente sanguínea e atinge artérias vitais.

Quando o coágulo bloqueia uma artéria do cérebro, ocorre o Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico. Os derrames causados pela fibrilação atrial tendem a ser extensos e deixam sequelas neurológicas severas. O controle rigoroso do ritmo cardíaco e, quando indicado, o uso de medicamentos anticoagulantes prescritos por um médico impedem que esses eventos tromboembólicos aconteçam.

A fibrilação atrial descontrolada amplia consideravelmente o perigo de eventos tromboembólicos graves, chegando a multiplicar em cinco vezes o risco de sofrer um AVC. Sentir palpitações e batedeira no peito exige atenção médica imediata. O diagnóstico precoce dessa arritmia frequente permite intervir a tempo e evitar complicações críticas.

Como confirmar o diagnóstico e cuidar da saúde do coração

Sentir batedeira no peito recorrente é um sinal direto de que o coração precisa de monitoramento. O eletrocardiograma (ECG) é o exame padrão para registrar a atividade elétrica e flagrar a arritmia. Quando os episódios são esporádicos, o médico costuma solicitar o exame de Holter, que monitora os batimentos por 24 horas ou mais durante a rotina normal do paciente.

Ação preventivaImpacto na saúde cardíaca
Controle da pressão arterialReduz o esforço e a dilatação das câmaras do coração.
Consultas periódicasPermite detectar arritmias silenciosas antes de complicações.
Adesão ao tratamento médicoPrevine a formação de coágulos e protege contra o AVC.

Após a confirmação diagnóstica, o tratamento foca em duas frentes: controlar a frequência dos batimentos e prevenir a formação de trombos. A intervenção precoce devolve a qualidade de vida e elimina o medo das palpitações repentinas. A equipe de cardiologia estruturará um plano terapêutico focado na proteção do seu sistema circulatório.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • Chen Q, Yi Z, Cheng J. Atrial fibrillation in aging population. Aging Med (Milton). 2018 Apr 23;1(1):67-74. doi: 10.1002/agm2.12015. PMID: 31942483; PMCID: PMC6880740. Disponível: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6880740/. Acesso em: 16 set. 2026.
  • Organização Pan-Americana da Saúde. Relatório lançado pela OMS detalha o impacto devastador da hipertensão e as formas de combatê-la. Disponível: https://www.paho.org/pt/noticias/19-9-2023-relatorio-lancado-pela-oms-detalha-impacto-devastador-da-hipertensao-e-formas. Acesso em: 16 set. 2026.
  • ADDERLEY, N. J.; NIRANTHARAKUMAR, K.; MARSHALL, T. Risk of stroke and transient ischaemic attack in patients with a diagnosis of resolved atrial fibrillation: retrospective cohort studies. The BMJ, 9 maio 2018. Disponível: https://www.bmj.com/content/361/bmj.k1717. Acesso em: 16 set. 2026.
  • ÖMÜR, S. E.; ZORLU, Ç.; YILMAZ, M. Comparison of the relationship between inflammatory markers and atrial fibrillation burden. Anatolian Journal of Cardiology, ago. 2023. Disponível: https://anatoljcardiol.com/article/AJC-58987. Acesso em: 16 set. 2026.
  • REDDY, V. et al. Atrial fibrillation and hyperthyroidism: a literature review. Indian Heart Journal, jul. 2017. Disponível: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0019483217302626?via%3Dihub. Acesso em: 16 set. 2026.
  • ZHANG, H. et al. Validation of single centre pre-mobile atrial fibrillation apps for continuous monitoring of atrial fibrillation in a real-world setting: pilot cohort study. Journal of Medical Internet Research, dez. 2019. Disponível: https://www.jmir.org/2019/12/e14909. Acesso em: 16 set. 2026.
  • ZHANG, Z. et al. Effects of oral inflammatory diseases and oral hygiene on atrial fibrillation: a systematic review. International Journal of Clinical Practice, mar. 2023. Disponível: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1155/2023/1750981. Acesso em: 16 set. 2026.
Escrito por
EHPC
Equipe Hospital Pró-CardíacoEquipe Hospital Pró-Cardíaco
Escrito por
EHPC
Equipe Hospital Pró-CardíacoEquipe Hospital Pró-Cardíaco