
A cardiopatia congênita surge durante a formação do coração antes do nascimento; algumas alterações são leves, enquanto outras exigem tratamento especializado
Toda mãe ou pai sente apreensão diante de qualquer suspeita médica envolvendo o filho. Durante um ultrassom de rotina no pré-natal ou nos primeiros dias de vida na maternidade, o médico pode mencionar uma alteração no coração.
Muitas malformações cardíacas são leves e podem se resolver sem intervenções complexas. Outras demandam acompanhamento rápido. Cada caso exige uma avaliação individualizada para definir a necessidade de acompanhamento ou tratamento.
Por isso, é importante contar com especialistas, como os cardiologistas. O Hospital Pró-Cardíaco conta com profissionais especializados que podem realizar a investigação, acompanhar a evolução da condição e orientar a família sobre o cuidado mais adequado para a criança.
Ele está localizado na rua General Polidoro, 192, no bairro Botafogo, no Rio de Janeiro. Para marcar uma consulta entre em contato com o WhatsApp da unidade.
O que é cardiopatia congênita?
A cardiopatia congênita abrange qualquer alteração na estrutura do coração que se desenvolve antes do nascimento. A condição afeta cerca de 29 mil crianças por ano, afirma a Sociedade Brasileira de Cardiologia com dados do Ministério da Saúde.
São aproximadamente dez casos a cada mil nascidos vivos. A doença é considerada a terceira causa de mortalidade infantil. Durante o primeiro trimestre da gravidez, o coração do feto está em formação.
Qualquer interrupção nesse processo pode gerar paredes incompletas, válvulas defeituosas ou vasos sanguíneos fora da posição normal. Na maioria das vezes, não existe uma causa única para esse problema. A alteração costuma ocorrer de forma isolada, sem relação com atitudes dos pais durante a gestação.
Pesquisa publicada na Plos One (2024) aponta uma maior frequência da condição em gestações de gêmeos e em mães com 35 anos ou mais. Fatores genéticos e infecções virais durante a gravidez também podem aumentar os riscos.
Quais são os tipos mais comuns?
O coração possui quatro câmaras: dois átrios na parte superior e dois ventrículos na parte inferior. O sangue com oxigênio e o sangue sem oxigênio não devem se misturar. As alterações mais frequentes envolvem aberturas indevidas nessas divisões.
Comunicação interatrial (CIA)
Nessa condição, boa parte dos pacientes são assintomáticos. Ela se manifesta através da existência de um orifício na parede que divide os dois átrios. Isso faz o sangue rico em oxigênio passar do lado esquerdo para o direito.
Com o tempo, esse fluxo extra pode sobrecarregar os pulmões e o lado direito do coração. Pequenas aberturas podem se fechar sozinhas, mas os casos maiores necessitam de tratamento.
Comunicação interventricular (CIV)
A CIV ocorre quando há uma abertura na parede entre os dois ventrículos. Essa passagem anormal de sangue exige mais esforço do coração e dos pulmões. Conforme o tamanho da abertura, a equipe médica escolhe entre a observação contínua ou a cirurgia.
Quais os sinais e sintomas em recém-nascidos?
Algumas cardiopatias não apresentam sintomas logo no início, enquanto outras mostram sinais logo após o nascimento. As alterações no coração podem provocar desde sopros até falta de ar, exigindo cirurgia ou acompanhamento constante.
A observação dos pais e o exame do pediatra ajudam na identificação precoce. Os sinais mais comuns em recém-nascidos incluem:
- sopro no coração: ruído diferente percebido pelo médico na ausculta com estetoscópio
- dificuldade para mamar: o bebê se cansa rápido, transpira e faz pausas frequentes
- cianose: tom azulado ou arroxeado nos lábios, na língua e nas pontas dos dedos por baixa oxigenação
- falta de ar e respiração acelerada: a criança parece ofegante mesmo quando está em repouso
- ganho de peso insuficiente: provocado pelo esforço cardíaco e pela dificuldade na amamentação
Como é feito o diagnóstico na gravidez e após o parto?
A identificação da cardiopatia congênita pode ser feita ainda na gestação por meio dos exames de ultrassom no pré-natal. Durante essa avaliação de rotina, o médico analisa a estrutura do coração do bebê.
Se houver qualquer suspeita, a gestante realiza o ecocardiograma fetal para um detalhamento completo. Após o nascimento, a triagem começa com o teste do coraçãozinho na maternidade.
Quando o resultado aponta alterações ou o pediatra nota algum sinal suspeito, o bebê faz um ecocardiograma infantil. Esse exame confirma a estrutura do coração e o fluxo de sangue, orientando os passos seguintes.
Como funciona o tratamento para malformações cardíacas?
O tratamento é definido de acordo com o tipo da alteração, a gravidade e os sintomas da criança. Cada caso recebe um acompanhamento individualizado. As condutas médicas mais habituais incluem:
- acompanhamento clínico: orifícios pequenos podem se fechar com o crescimento da criança, exigindo apenas consultas de rotina
- uso de medicamentos: ajudam a controlar sintomas, ajustar a pressão e melhorar o bombeamento de sangue
- cateterismo terapêutico: procedimento pouco invasivo que utiliza um tubo fino nos vasos sanguíneos para corrigir o orifício sem cirurgia aberta
- cirurgia cardíaca: indicada para casos mais complexos ou aberturas maiores, reestruturando a anatomia do coração
O acompanhamento por uma equipe de saúde garante o desenvolvimento saudável da criança. Esclareça suas dúvidas com os profissionais de saúde para acompanhar todas as fases do cuidado com tranquilidade.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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