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Equipe Hospital Pró-Cardíaco - Equipe Hospital Pró-Cardíaco Atualizado em 31/07/2026

Pediatria

4 minutos de leitura

Quais são as vacinas de 2 meses aplicadas nos bebês?

Veja quais são as vacinas que devem ser aplicadas em bebês de 2 meses e a importância de acompanhar o calendário vacinal.

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quais são as vacinas de 2 meses

O segundo mês de vida marca o início do calendário vacinal mais intenso do bebê. Nessa fase, quatro vacinas são aplicadas ao mesmo tempo, e é normal que as mães, principalmente as de primeira viagem, tenham dúvidas sobre o que esperar.

Depois dos dois primeiros meses só de colo, mamadas e noites mal dormidas, chega o momento de voltar ao posto de saúde ou à clínica para uma nova etapa da imunização. Diferente das vacinas aplicadas ainda na maternidade, as dos 2 meses envolvem mais de uma picada e podem gerar receio em quem está vivendo essa experiência pela primeira vez.

Entender quais são as vacinas de 2 meses, para que servem e o que pode acontecer depois da aplicação ajuda a diminuir a ansiedade e torna esse momento mais tranquilo, tanto para a mãe quanto para o bebê.

Quais são as vacinas de 2 meses recomendadas?

Segundo o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde, aos 2 meses o bebê recebe quatro vacinas:

  • Vacina penta (DTP + Hib + HB): 1ª dose, protege contra difteria, tétano, coqueluche, infecções por Haemophilus influenzae tipo B e hepatite B;
  • Vacina poliomielite inativada (VIP): 1ª dose, previne a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil;
  • Vacina pneumocócica 10-valente: 1ª dose, protege contra doenças invasivas causadas pelo pneumococo, como meningite e pneumonia;
  • Vacina rotavírus humano: 1ª dose, evita a gastroenterite viral, que causa diarreia e vômitos intensos nos bebês.

Todas são aplicadas gratuitamente pelo SUS. A vacina contra o rotavírus é oral, enquanto as demais são injetáveis, geralmente na coxa do bebê.

Há um detalhe que merece atenção: a primeira dose da penta, da VIP e da pneumocócica pode ser feita entre 1 mês e 15 dias e 11 meses e 29 dias, mas a vacina do rotavírus tem um prazo bem mais curto.

Se o bebê ultrapassar a idade máxima recomendada sem tomar a primeira dose, ele perde a oportunidade de completar o esquema depois.

Por que essas vacinas são importantes nessa fase

Nos primeiros meses de vida, a proteção que o bebê recebeu da mãe durante a gestação começa a diminuir. Ao mesmo tempo, o sistema imunológico ainda está em formação e não consegue se defender sozinho contra bactérias e vírus que circulam no ambiente.

É justamente por isso que o calendário concentra tantas vacinas entre os 2 e os 6 meses. Esse período coincide com a fase em que o bebê fica mais exposto a infecções respiratórias, gastrointestinais e outras doenças que podem evoluir de forma grave em uma criança tão pequena.

Vacinar o bebê no prazo certo garante que a imunidade se desenvolva antes que ele tenha contato com esses agentes infecciosos no dia a dia, seja em casa, na rua ou em ambientes com outras crianças.

Quais doenças essas vacinas previnem

Cada uma das quatro vacinas dos 2 meses tem um papel específico na proteção do bebê.

A penta evita cinco doenças diferentes:

  • difteria,
  • tétano,
  • coqueluche,
  • infecções por Haemophilus influenzae tipo B (que pode causar meningite) e
  • hepatite B.

A coqueluche, em particular, é bastante perigosa para bebês pequenos, podendo causar crises de tosse que dificultam a respiração.

A Vacina poliomielite inativada protege contra a poliomielite, doença que pode levar à paralisia dos membros. Embora seja rara hoje em dia, a vacinação em massa é o que mantém essa doença sob controle no país.

A pneumocócica 10-valente reduz o risco de meningite, pneumonia, otite e outras infecções causadas pelo pneumococo, uma bactéria comum e que pode se tornar grave em lactentes.

Já a vacina do rotavírus previne a principal causa de diarreia grave em crianças pequenas, quadro que pode levar rapidamente à desidratação nessa faixa etária.

Quais são as possíveis reações adversas

É comum que o bebê apresente algum desconforto nas horas seguintes à vacinação. As reações mais frequentes são:

  • Febre, geralmente baixa a moderada;
  • Vermelhidão, inchaço ou dor no local da aplicação;
  • Irritabilidade e choro mais frequente;
  • Sonolência ou, ao contrário, dificuldade para dormir;
  • Perda de apetite;
  • No caso da vacina do rotavírus, é possível que o bebê apresente diarreia leve ou vômitos passageiros.

Essas reações costumam desaparecer sozinhas em até 48 a 72 horas. Compressas frias no local da picada e o uso de antitérmico, se recomendado pelo pediatra, ajudam a aliviar o desconforto.

Reações graves são raras. Ainda assim, procure atendimento médico se o bebê apresentar:

  • febre muito alta,
  • choro persistente que não cessa,
  • sonolência excessiva,
  • dificuldade para respirar ou qualquer sinal que fuja do comportamento habitual dele.

Vale lembrar: se o bebê regurgitar, cuspir ou vomitar durante ou logo após a vacina oral do rotavírus, a dose não deve ser repetida, segundo orientação do próprio Ministério da Saúde.

Manter a caderneta de vacinação atualizada e conversar com o pediatra sobre qualquer dúvida antes e depois da aplicação são os cuidados mais importantes nessa fase. Cada consulta é também uma oportunidade de acompanhar o crescimento e o desenvolvimento do bebê de perto.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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BRASIL. Ministério da Saúde. Segurança das vacinas. Disponível: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/esavi. Acesso em: 30 jul. 2026.

Khatereh A, et.al. Adverse Events Following Immunizations in Infants Under 1 Year of Age in Lorestan Province, Western Iran. J Prev Med Public Health. 2023 Mar;56(2):172-179. doi: 10.3961/jpmph.22.540. Epub 2023 Mar 14. PMID: 37055359; PMCID: PMC10111094. Disponível: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10111094/. Acesso em: 30 jul. 2026.

BRASIL. Fiocruz. Portal de boas práticas em saúde da mulher, da criança e do adolescente. Principais questões sobre eventos adversos pós vacinação. Disponível: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-crianca/principais-questoes-sobre-eapv/. Acesso em: 30 jul. 2026.

Sociedade Brasileira de Imunicações. Nota técnica conjunta SBIm/ASBAI/SBP – 08/02/2017. Disponível: https://sbim.org.br/images/files/nota-sbim-asbai-sbp-rotavirus08022017-v2.pdf. Acesso em: 30 jul. 2026.

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