Oncologista do Pró-Cardíaco fala sobre o linfoma não Hodgkin e explica como reconhecer e se proteger do problema!

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), nos últimos 25 anos, o número de casos de linfoma não Hodgkin praticamente duplicou, afetando principalmente as pessoas acima de 60 anos. “Trata-se de uma neoplasia maligna (câncer) do sistema linfático”, de acordo com o Dr. Alexandre Palladino, oncologista do Hospital Pró-Cardíaco e do Grupo COI.

Segundo o especialista, existem algumas dezenas de subtipos de linfomas, que são classificados de acordo com suas características biológicas e clínicas. “Podemos, inicialmente, dividi-los em dois grandes grupos: os linfomas de Hodgkin (ou doença de Hodgkin) e os linfomas não Hodgkin. Dentro deste grande grupo temos vários subtipos, que também têm características muito próprias, no que se refere à sua biologia e ao seu
comportamento clínico”, relatou.

Palladino destaca que a maioria dos casos de linfoma ocorre de forma esporádica, ou seja, sem relação com um agente causador identificado. Entretanto, de acordo com ele, existe relação da doença com alguns agentes causadores, em poucos casos. “Um exemplo que podemos dar é a relação do vírus Epstein-Barr, causador da mononucleose, com alguns subtipos de linfoma. Também existe relação conhecida entre a bactéria Helicobacter pylori e o linfoma de estômago”, explicou.

Mesmo assim, é importante destacar que as pessoas não devem se assustar com estas informações, pois a grande maioria dos indivíduos, que entra em contato com estes agentes infecciosos, nunca desenvolve a doença. Palladino explica que não existem medidas de prevenção recomendadas, mas realizar exames esporádicos é a melhor forma de evitar complicações.

Detectando os sintomas

Os sintomas da doença são muito variados e merecem atenção especial. “Os pacientes podem apresentar sintomas, como aumento dos gânglios linfáticos, febre, perda de peso, suor noturno, perda de apetite e coceira no corpo. Outros sintomas mais específicos podem ocorrer dependendo da localização da doença”, explicou o oncologista.

Tratamento

O tratamento sempre deve ser conduzido por um grupo médico especializado, assim como o encontrado no Pró-Cardíaco e no Grupo COI. “A base do tratamento é a quimioterapia e a imunoterapia, que hoje oferecem excelentes resultados, com possibilidade de cura para uma grande parte dos pacientes. A radioterapia também tem seu papel em situações selecionadas, mas profissionais treinados e tecnologia de última geração fazem toda a diferença”, explicou ele.

Para isso, as equipes do Hospital Pró-Cardíaco e do Grupo COI contam com onco-hematologistas experientes, radioterapeutas e uma equipe multiprofissional para atender a estes pacientes. “Além disto, os pacientes têm à disposição os melhores tratamentos referentes a imuno-quimioterapia, em uma unidade de infusão extremamente confortável, e um centro de radioterapia com máquinas de última geração”, concluiu Alexandre Palladino.

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